O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), declarou neste sábado (19) que o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria tentado "comprar o voto dos mais pobres" ao sancionar o decreto que reajustou em 15% o valor do Bolsa Família. Em um discurso realizado na cidade de Joinville, em Santa Catarina, Flávio Bolsonaro também antecipou a promessa de implementar um "tesouraço" na economia caso eleito.

"Ele foi e tentou comprar o voto dos mais pobres, dando noventa reais de reajuste para o Bolsa Família. Que vergonha, Lula! Que vergonha! O Bolsonaro triplicou, deu mais 420 reais do que era a média do Bolsa Família; você deu R$ 90", criticou o candidato, comparando o reajuste atual com os valores implementados durante a gestão de seu pai.

O reajuste, anunciado na última quinta-feira (17), eleva o piso do programa de R$ 600 para R$ 691. O Ministério do Planejamento informou que o custo adicional para o Bolsa Família neste ano será de R$ 5,8 bilhões, com projeção de impacto de R$ 22,7 bilhões nas despesas até 2027.

Flávio Bolsonaro participou de um evento em Joinville, cidade que teve como prefeito Adriano Silva (Novo) até abril deste ano, quando ele renunciou para se candidatar a vice-governador de Santa Catarina na chapa de Jorginho Mello (PL). O encontro contou com a presença de importantes lideranças do Partido Liberal e dos irmãos de Flávio, Carlos Bolsonaro, que concorre ao Senado, e Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal. Posteriormente, o candidato presidencial também se dirigiu a Chapecó, no Oeste catarinense, para realizar outro discurso para apoiadores.

Adicionalmente, Flávio Bolsonaro abordou a questão do licenciamento ambiental, afirmando que pretende levá-la para a presidência da República, pois considera que a "burocracia danada" existente no Brasil impede o avanço de diversos empreendimentos. "Vamos respeitar a lei, vamos preservar o Meio Ambiente, mas vamos transformar as riquezas que Deus deu para nossa nação em riquezas para o nosso povo", declarou.