O cenário político de Joinville foi abalado nesta segunda-feira (8) com a cassação do mandato do vereador Cleiton Profeta (PL). A decisão foi tomada pela Câmara Municipal em votação que resultou em 13 votos favoráveis à perda do cargo e dos direitos políticos do parlamentar. A ação teve origem em uma denúncia formalizada por quebra de decoro parlamentar, que levou à instauração de uma Comissão Processante.

O julgamento teve como ponto central uma discussão acalorada ocorrida em 25 de fevereiro, durante uma reunião convocada pelo presidente da Câmara, Diego Machado (PSD). Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo vereador Henrique Deckmann (MDB), Profeta o teria ofendido com a expressão "velho gagá". Deckmann relata que Profeta se aproximou de forma agressiva, levantando a voz e avançando em sua direção, o que gerou um clima de tensão.

Profeta, em sua defesa, negou as acusações e classificou a cassação como um "complô do governo do Novo" para silenciá-lo. Ele argumenta que o partido de oposição, que segundo ele "nunca aceitou ter oposição", estaria utilizando a máquina pública para articular sua queda. Independentemente disso, o vereador afirmou que seu compromisso é expor os problemas da cidade e que continuará atuando até o último dia de seu mandato.

A votação nominal na Câmara demonstrou a divisão entre os parlamentares. Diversos vereadores votaram a favor da cassação, incluindo o próprio denunciante, Henrique Deckmann. Outros se abstiveram, enquanto alguns, como Instrutor Lucas (PL) e Willian Tonezi (PL), votaram contra. A vereadora Vanessa Falk (Novo) proferiu o voto de minerva, que selou a cassação. O partido Novo havia protocolado o pedido de cassação, que foi aceito previamente pela Câmara por 14 votos a 2.