O cenário político de Joinville, a cidade mais populosa de Santa Catarina, foi abalado nesta segunda-feira (8) com a cassação do mandato do vereador Cleiton Profeta, do Partido Liberal (PL). A decisão, que teve 13 votos favoráveis em plenário contra dois pela absolvição e três abstenções, resulta na perda imediata do cargo e dos direitos políticos do parlamentar por oito anos.
O motivo da cassação foi um incidente ocorrido em uma reunião na Câmara de Vereadores, onde Profeta teria proferido ofensas contra o vereador Henrique Deckmann (MDB), chamando-o de "velho gagá". A discussão teria se iniciado após divergências sobre a pauta da reunião, convocada para discutir a importância do respeito e do diálogo entre os parlamentares. Deckmann relatou que Profeta se aproximou de forma intimidadora e o insultou.
A defesa de Cleiton Profeta já anunciou que buscará a anulação do processo judicialmente, alegando fragilidades e nulidades que comprometeram a imparcialidade do julgamento. Profeta, em nota, afirmou que seguirá adotando todas as medidas jurídicas para reverter a decisão e garantir o respeito aos princípios democráticos e ao devido processo legal. Ele sustenta que o processo teve um "objetivo: retirar da câmara um vereador que não se curvou ao sistema político instalado em Joinville".
O processo teve início em março deste ano, após uma denúncia formalizada por Henrique Deckmann por quebra de decoro parlamentar. A defesa de Profeta critica a atuação de partidos como o Novo, PT e MBL no processo, acusando-os de utilizarem "métodos da velha política". A cassação é vista pela defesa como um ataque à representatividade de milhares de cidadãos que escolheram um "voz independente, firme e atuante".

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