Lideranças proeminentes do MDB, PSD e PP convergiram em Joinville na manhã desta quinta-feira (16) para um encontro estratégico no Restaurante do Nego, bairro Fátima. O objetivo principal foi debater e alinhar as diretrizes da pré-campanha eleitoral, visando fortalecer a representatividade e o projeto político dos partidos no estado.

Durante as discussões, Antidio Lunelli, pré-candidato ao Senado, expressou forte preocupação com a atual representatividade de Joinville no cenário federal. Ele apontou o "desastre" de a cidade ter eleito apenas um deputado federal e três estaduais nas últimas eleições, contrastando com a performance de Jaraguá do Sul, cidade significativamente menor, que elegeu dois deputados federais e dois estaduais, chegando a ter três de cada em pleitos anteriores. "Este homem veio do arrozal, construiu um império e tem mais de cinco mil colaboradores", destacou o senador Esperidião Amim sobre Lunelli, ressaltando sua trajetória e alinhamento com o perfil liberal e conservador do estado.

Carlos Chiodini, pré-candidato a vice-governador pelo MDB, endossou a candidatura de João Rodrigues ao governo estadual, citando sua experiência como prefeito por cinco vezes e alta aprovação. João Rodrigues, por sua vez, fez críticas contundentes ao atual governador, Jorginho Mello, acusando-o de "extremista por conveniência" e de ter sido aliado do PT anteriormente. Ele também criticou a indicação de um vereador do Rio de Janeiro para ser senador em Santa Catarina, considerando um desrespeito à história do estado. Rodrigues alertou contra políticos que se aproveitam de "ondas" e criticou a superficialidade de discursos em redes sociais, defendendo a "volta da política para o lado certo", com valorização do caráter e respeito às diferenças.

O debate também se estendeu a questões municipais. Houve críticas à atuação de um vereador que teria feito "catequese preconceituosa" na tribuna da Câmara, desviando do debate de problemas concretos da cidade e do caráter laico do Estado. Em outra frente, a administração municipal anunciou um edital de R$ 13,7 milhões para o acolhimento de pessoas em situação de rua, com a criação de um Centro de Acolhimento Provisório (CAP) com 80 vagas. Finalmente, foram levantadas preocupações sobre o atraso no pagamento de salários de funcionários da obra da Ponte Joinville, gerando transtornos aos trabalhadores.