A cidade de Joinville deu um passo importante na saúde pública infantil ao iniciar a disponibilização da vacina pneumo 20 para crianças com menos de cinco anos de idade. A introdução deste imunizante no Calendário Nacional de Vacinação visa fortalecer a proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, um dos principais agentes causadores de doenças graves como pneumonia, meningite e otite média, condições que podem levar a complicações severas e até mesmo à morte.

A primeira remessa da vacina, composta por 1.380 doses, já chegou ao município e está sendo distribuída para as 51 Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs), a Sala de Vacinas Central e o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais Municipal (CRIEm). A expectativa é que todas essas unidades estejam completamente abastecidas e prontas para administrar a vacina até a próxima segunda-feira, dia 15 de junho, garantindo o acesso rápido à nova proteção para a população infantil.

Maria Cristina Willemann, diretora de Vigilâncias da Secretaria da Saúde de Joinville, ressaltou a importância da incorporação da vacina pneumo 20, classificando-a como um "grande avanço para o SUS". Ela destacou que, além de ser segura e eficaz, a vacina emprega uma tecnologia avançada que otimiza a resposta imunológica do organismo, promovendo uma imunidade duradoura. A vacinação nas unidades de saúde seguirá a ordem de chegada, e os responsáveis deverão apresentar documento de identificação com foto da criança e o seu próprio, além da caderneta de vacinação, se possível.

A nova vacina pneumo 20 substituirá gradualmente as vacinas pneumo 10, pneumo 13 e pneumo 23 em diferentes faixas etárias e públicos específicos. Para crianças, o esquema vacinal inicial prevê uma dose da pneumo 20 aos dois meses, seguida por uma dose da pneumo 10 aos quatro meses, e um reforço com a pneumo 20 aos 12 meses. Conforme os estoques das vacinas anteriores se esgotarem, o esquema será totalmente baseado na pneumo 20, consolidando a estratégia de prevenção contra as doenças pneumocócicas, que, segundo a OMS, representam a maior causa de mortalidade infantil por doenças preveníveis em todo o mundo.