O diagnóstico na primeira infância pode ser determinante para que a criança tenha acesso mais rápido às terapias e ao acompanhamento necessários. Dados do Mapa Autismo Brasil apontam que grande parte das pessoas autistas recebe o diagnóstico entre zero e quatro anos. Apesar disso, a idade média para obtenção do diagnóstico chega a 11 anos. O levantamento também indica que muitas pessoas autistas recebem menos suporte terapêutico do que o recomendado. É nesse cenário que a pesquisa desenvolvida em Joinville pretende atuar. Para o professor Rafael Stubs Parpinelli, do PPGCAP e coordenador do estudo, a tecnologia pode ajudar a organizar uma espécie de “esteira de cuidado” para pacientes com suspeita de TEA. Na prática, a ideia é melhorar o percurso da criança dentro do sistema de saúde. A partir da triagem, os casos que apresentarem sinais podem ser encaminhados para avaliações mais detalhadas com especialistas. Com isso, o acompanhamento pode ser estruturado de maneira contínua, facilitando também a comunicação entre profissionais de diferentes áreas e a família. O plano terapêutico pode ser ajustado conforme o desenvolvimento da criança.
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