A 43ª edição do Festival de Dança transformou Joinville em um dos principais polos de turismo de eventos do país e deixou reflexos diretos na economia local. Durante os 13 dias de programação, a rede hoteleira operou com ocupação média de 93%, restaurantes e bares registraram aumento de até 40% no faturamento e o comércio teve crescimento entre 4% e 6% nas vendas, segundo entidades do setor.

Os indicadores reforçam o peso econômico do Festival, que movimenta toda a cadeia do turismo, da hospedagem e alimentação ao transporte, comércio e serviços, além de ampliar a circulação de visitantes nos equipamentos culturais da cidade.

“Com o evento, Joinville vive um ciclo virtuoso em que a arte impulsiona o turismo, fortalece o comércio, movimenta a rede hoteleira, a gastronomia, o transporte e diversos setores de serviços”, afirma o secretário de Cultura e Turismo, Guilherme Gassenferth.

Levantamento do Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Joinville e Região (Sindicato VivaBem) mostra que a ocupação média dos hotéis atingiu 93% durante o Festival, índice 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Segundo a vice-presidente da entidade, Ana Luiza Wetzel, a permanência dos visitantes por quase duas semanas amplia o impacto econômico do evento.

“É um período longo, com 13 dias de evento, o que faz com que o tempo de hospedagem seja maior. Além disso, o visitante consome no comércio, em restaurantes, bares, hotéis, utilizando táxis e aplicativos de transporte. Os gastos permanecem em Joinville e movimentam toda a economia da cidade.”

Além da hotelaria, restaurantes, bares e empreendimentos ligados à hospitalidade registraram crescimento entre 20% e 40% nas vendas em relação a períodos considerados normais. Para atender à demanda, diversos estabelecimentos reforçaram equipes e ampliaram horários de funcionamento.

A movimentação de turistas também refletiu nas lojas. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o varejo de Joinville registrou crescimento entre 4% e 6% nas vendas durante o Festival.

Para o presidente do Sindicato VivaBem, José Lopes, o evento gera efeitos que vão além do faturamento imediato.

“Para o setor representado pelo Sindicato VivaBem, o Festival representa geração de emprego, aumento da renda, fortalecimento dos negócios e a oportunidade de apresentar a hospitalidade e a gastronomia de Joinville para visitantes de todo o Brasil e do exterior.”

O aumento no fluxo de visitantes também impulsionou os equipamentos culturais da cidade. O Museu Nacional de Imigração e Colonização recebeu mais de 3,7 mil visitantes durante o Festival, volume que é equivalente ao registrado em um mês inteiro de funcionamento.

Já o Museu de Arte de Joinville contabilizou mais de 7,7 mil visitantes em julho, enquanto o Museu Arqueológico de Sambaqui recebeu cerca de 1,5 mil pessoas, demonstrando que o impacto do evento se estendeu para além dos palcos.

Para o executivo do Joinville e Região Convention & Visitors Bureau, Giorgio Souza, o Festival fortalece a posição de Joinville na disputa por novos eventos nacionais.

“O Festival é uma das maiores vitrines da capacidade de Joinville para sediar eventos de grande porte. Essa experiência fortalece a imagem da cidade como destino competitivo para congressos, feiras, eventos esportivos e culturais, gerando oportunidades para a captação de novos eventos ao longo do ano.”