O cenário político catarinense tem sido palco de diversas controvérsias e decisões judiciais. O ex-vereador Cleiton Profeta, que teve seu mandato cassado por falta de decoro, sofreu uma nova derrota ao ser condenado a pagar R$ 16.726,89 em indenização por ofensas homofóbicas e sorofóbicas proferidas contra o vereador de Florianópolis, Leonel Camasão (PSOL). Profeta utilizou suas redes sociais para ofender Camasão e Paulo Cordeiro, mas foi obrigado pela Justiça a se retratar publicamente.

A postura de Profeta, marcada por "verborragias extremistas, preconceituosas e criminosas", levanta a discussão sobre os limites da liberdade de expressão nas redes sociais, que, segundo a análise, não pode servir como escudo para a prática de crimes. A Justiça tem demonstrado uma postura mais rigorosa diante de falas extremistas e preconceituosas, alertando para as consequências legais.

Em um caso semelhante, o vereador Mateus Batista (União) foi notificado pelo Ministério Público para retirar de suas redes sociais um vídeo com "groselhas extremistas" direcionadas à comunidade do Mocotó, em Florianópolis, e uma camisa com a inscrição "PRENDEU, MATOU". Batista precisou assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e deverá passar por formação em Direitos Humanos. Apesar de afirmar que "não muda nada" em seu posicionamento, a gravidade de suas ações tem gerado comparações com o caso de Profeta, com defensores de uma punição mais severa.

Outras questões de relevância política e governamental também emergem. O financiamento de R$ 280 mil pelo governo Jorginho Mello a um jornal cujo proprietário tem histórico de condenação por tráfico de drogas tem gerado críticas e denúncias de publicação de fake news. Adicionalmente, a liberação de cortes de árvores exóticas em Joinville, comemorada pelo secretário do Meio Ambiente, Fábio Jovita, é vista por alguns como um retrocesso ambiental, especialmente considerando que mais de 70% das árvores da cidade são exóticas.

A candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina também está em xeque. O Partido Missão questiona a legalidade de sua transferência de domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para o estado. O Ministério Público Eleitoral instaurou uma Notícia de Fato para apurar o vínculo real de Bolsonaro com Santa Catarina, podendo inviabilizar seu registro de candidatura. Paralelamente, a AJORPEME promoverá um debate sobre "A Matemática dos Votos a Favor dos Municípios", com o objetivo de esclarecer a importância de eleger candidatos com vínculo e representatividade local. Por fim, o volume de outdoors nas estradas catarinenses tem sido questionado pelo deputado Fabiano da Luz, que exige transparência sobre os custos e beneficiários desses contratos públicos.