Em um discurso marcante durante a Convenção do Campo Democrático, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, abordou a necessidade de combater a xenofobia e o preconceito em Santa Catarina. Silva ressaltou que o estado não pode ser associado a ideologias fascistas e que ondas de ódio são construções sociais a serem superadas, citando Nelson Mandela para enfatizar que o ódio é aprendido e pode ser combatido com o amor e o respeito.

Silva criticou a política "anti-migração de pobres" promovida pelo prefeito de Florianópolis e as falas de vereadores contra migrantes e nordestinos. Ele também fez um apelo para que "quem esteve no último período do lado errado da história pode vir para o lado certo", referindo-se a figuras políticas que teriam mudado de lado, e destacou os investimentos federais do governo Lula em Santa Catarina.

Em Joinville, o vereador Wilian Tonezi (PL) utilizou as redes sociais para se vitimizar, alegando perseguição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por sua oposição a uma ala do Carnaval que criticava a hipocrisia de autoproclamados defensores da família tradicional. No entanto, uma consulta pública indicou que não há processos judiciais ou eleitorais em andamento contra o vereador com essa motivação específica, levantando dúvidas sobre a veracidade de suas alegações.

O projeto da Ponte Joinville também enfrenta novos desafios. Um aditivo contratual de R$ 57 milhões elevou o custo total da obra para R$ 393 milhões, e o prazo de entrega foi estendido de 24 para 41 meses. Apesar das críticas sobre a elaboração do projeto, a iniciativa é vista como complexa e desejada há décadas, com a expectativa de que a cobrança pela conclusão seja mantida.

Outro ponto de tensão em Joinville é a potencial terceirização dos condutores do SAMU. Servidores públicos, representados pelo Sinsej, e a vereadora Vanessa da Rosa (PT) se manifestaram contra a medida, argumentando que a experiência dos atuais condutores e o conhecimento da cidade são cruciais para a agilidade no atendimento. A prefeitura justifica a necessidade de repasses federais mais robustos para cobrir os custos do serviço, que ultrapassam R$ 494 mil mensais, enquanto o repasse federal é de apenas R$ 115 mil.