A aplicação de flúor na água potável de Joinville foi temporariamente suspensa em grande parte da cidade devido à falta de estoque do insumo na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Cubatão. Essa interrupção, que afeta aproximadamente 78% do abastecimento, é uma consequência direta da escassez global da matéria-prima, ácido fluossilícico, impactada por tensões geopolíticas no Oriente Médio que desestabilizam o mercado internacional de produtos químicos.
A Companhia Águas de Joinville já comunicou oficialmente a situação à Vigilância Sanitária Municipal e à Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris). Enquanto a ETA Cubatão esgotou seu fornecimento, a fluoretação continua a ser realizada na ETA Piraí, que ainda dispõe do insumo. A empresa enfatiza que a ausência do flúor na água não compromete sua potabilidade para o consumo humano.
Em busca de soluções, a companhia joinvilense contatou diversos fornecedores de produtos químicos e consultou outras empresas de saneamento, confirmando que o desabastecimento do ácido fluossilícico é um problema generalizado. Jaraguá do Sul, por exemplo, enfrenta a mesma dificuldade e também suspendeu o uso de flúor na água distribuída.
A Companhia Águas de Joinville ressalta que o processo de fluoretação da água é uma política de saúde pública focada na prevenção de cáries dentárias e não é um dos fatores que determinam a potabilidade da água. A empresa também esclareceu que a falta deste insumo não tem qualquer relação com os recentes eventos de percepção de gosto e odor na água tratada distribuída pela ETA.

