Um clima de polêmica e incerteza paira sobre a Escola de Educação Básica Professor Gustavo Gonzaga (GAG), localizada no bairro Saguaçu, em Joinville, após o recente afastamento de sua diretora, Fabiana Feltrin. Feltrin, que estava à frente da instituição há mais de dois anos, foi retirada do cargo sob a alegação de supostas práticas de assédio moral dirigidas a alunos e a parte do corpo docente. A decisão gerou forte reação na comunidade escolar.

Em sua defesa, Fabiana Feltrin refuta veementemente as acusações. Ela conta com o respaldo de um grupo significativo de pais e professores que defendem seu trabalho e sua conduta à frente da escola. Tanto a diretora quanto a Associação de Pais e Professores (APP) da GAG têm buscado insistentemente junto à Coordenadoria Regional de Educação (CRE) por justificativas claras e detalhadas para o afastamento, argumentando que a ausência de explicações oficiais agrava a insatisfação e a desconfiança.

O apoio a Fabiana Feltrin se manifestou de diversas formas, incluindo protestos com faixas em frente à escola e a criação de um perfil em rede social dedicado a demonstrar solidariedade à ex-diretora. Mensagens de apoio, inclusive de parlamentares locais, inundaram os comentários da página, onde também surgiram questionamentos sobre a gestão e relatos que detalham supostas condutas de assédio moral e perseguições. Um dos pais que apoiam Feltrin procurou a imprensa para cobrar providências dos órgãos competentes diante do que consideram um afastamento "repentino" e sem a devida transparência.

A versão dos apoiadores aponta para um trabalho educacional eficaz e uma gestão que, embora rigorosa com questões administrativas como a entrega de diários e o controle de faltas, era bem avaliada pela maioria. Eles sugerem que as críticas podem ter origem em um grupo restrito de professores que não aceitavam a liderança de Feltrin e levantam a possibilidade de motivações políticas por trás da decisão da CRE. A APP protocolou um ofício criticando o impacto negativo do afastamento no meio do ano letivo e a falta de clareza da CRE.

Contudo, a narrativa não é unânime. Há relatos de professores e alunos que pintam um quadro diferente, descrevendo um ambiente de perseguição e intimidação desde a chegada de Feltrin. Segundo essas fontes, professores que discordavam de seus métodos eram marginalizados, expostos em reuniões e ameaçados com supostas influências políticas. Um processo formal por assédio moral foi iniciado por uma professora que alega ter sido vítima de condutas desrespeitosas e de segregação ideológica. Alunos também relataram ofensas e intimidações, incluindo um episódio envolvendo um boletim de ocorrência contra um menor de 15 anos, que teria sido interrogado na presença de policiais sem a presença de responsáveis legais, uma prática questionável sob o Estatuto da Criança e do Adolescente.